7 de jul de 2010

Sobre um coração.


[...] Perdi um amor por tentar contistá-lo.
Mas, aprendi que algumas coisas não devem ser ditas, e nem mandadas dizer (se é que você me entende). Coisas desse tipo devem ser engolidas, até a digestão terminar. Até nascer a fome de novo, até o tempo passar.
As coisas costumavam a me deixar, até eu fazer isso pela primeira vez. Aconteceu na adolescência, ou no fim dela. Acredite, quando se deixa alguém uma vez, isso acaba se tornando viciante. Bom, pelo menos foi para mim. Vieram dezenas de outros caras, que sinceramente não merecem ter seus nomes nesse texto. Não conseguiram manter meu coração acelerado por muito tempo. Pisavam sempre no freio na segunda ou terceiro semana. Péssimos motoristas.
Morro de medo que as pessoas pensem que eu não presto, e que não entendam que minhas necessidades não são físicas. Eu não sou a puta do ensino médio que já ficou com todos os alunos da escola. Eu apenas necessito de adrenalina, e de alguém que realmente saiba dirigir um carro. Com velocidade, sem bater, sem frear.

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